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Como conheci a Cristiane


  • Como conheci a Cristiane

    Quando eu me interessei pela Cristiane, haviam mil e uma razões para eu não me aproximar dela. Sou naturalmente tímido, embora muitos achem que não. Sempre foi difícil para mim quando era solteiro chegar em uma garota. Eu passava dias, semanas, e às vezes meses só ensaiando na minha cabeça como eu poderia me acercar dela. Claro, como todo bom tímido, todos esses ensaios acabavam em desastre na minha cabeça. “Você é muito novo para ela… ela vai rir de você.” “Ela vai te mandar ir brincar de carrinho… e rir de você.” “Ela já deve gostar de outro.” “Ela vai te dar um fora e contar para as amigas… e elas vão rir de você.” Vida de tímido não é fácil.

    Mesmo assim, apesar da tortura mental à que eu mesmo me submetia, depois de muito sofrer, eu tentava. E por incrível que pareça, dava mais certo do que errado.

    Porém no caso da Cristiane, a tortura não foi por muito tempo. Foi tudo muito rápido. Quando a vi pela primeira vez, eu não estava procurando ninguém. Depois de uma dor sentimental, eu havia decidido “esperar” pela pessoa certa. Apesar dela ter chamado a minha atenção, à primeira vista não me interessei nela—foi mais uma reação de surpresa pela maneira engraçada que ela estava vestida do que qualquer outra coisa. “Quem é aquela ali, que parece com um coelho branco?” -me perguntei. (Anos depois, já casado com ela, vim a descobrir que o moletom branco desproporcionalmente grande que ela estava usando era emprestado do pai dela. Até hoje rimos disso.)

    Mas depois, um amigo começou a me falar dela, do tipo de pessoa que ela era, o que ela estava procurando em um rapaz, e as qualidades dela começaram a me interessar. Só havia um problema, claro. Minto, vários problemas. Eu havia decidido que não queria ninguém naquele momento, porque estava fresco de uma desilusão. Tive que ir contra minha própria decisão. Depois, a timidez e aquelas imagens de outros rindo de mim. Mas ainda havia uma agravante: eu tinha que enfrentar o dono do moletom.

    As palavras de um outro grande amigo me encorajaram: “Renato, cobra que não anda não engole sapo.” Para um bom entendedor… Bem, para encurtar, eu joguei a timidez para o alto e fui direto ao pai. Me senti como se estivesse pulando de pára-quedas, só que sem pára-quedas… Para ajudar, quando entrei na sala onde ele estava, sem ser convidado, haviam no mínimo de sete a dez pessoas lá (não me pergunte quantas; meus olhos estavam cinza de vergonha). Disse para ele: “Gostaria de falar com o senhor. É sobre sua filha.” E ele respondeu: “Pode falar.” E por dentro de mim, aquela voz: “Nããããããooooo… na frente de todo mundo?!) Mas a essa altura, eu já estava em queda livre. Não tinha volta. Todos os meus pesadelos se tornaram realidade. O resto da conversa vai ficar para outro post, mas adivinhem o que a turma na sala fez depois que saí? Correto, caíram na risada! Vida de tímido não é fácil…

    Como dizem, o resto é história.

    E a moral dessa história é o seguinte:

    Uma decepção amorosa não lhe impede de ser feliz novamente.
    Não escolhemos a timidez, é a timidez que nos escolhe. Mas podemos decidir ir em frente apesar dela.
    Quando a oportunidade se apresenta, temos que tomar atitude, e rápido–às vezes até mudar uma decisão, pois a próxima oportunidade pode demorar para aparecer.

    Diga-se de passagem, no dia do moletom branco, ela estava tomando a iniciativa de fazer alguma coisa para me conhecer. E de forma estranha, funcionou.

    Hoje quem vive rindo sou eu.

     

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