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No post anterior, abordamos o assunto sobre a nossa personalidade, que varia muito dependendo das circunstâncias. É claro que cada uma de nós tem um traço mais afinado, e hoje eu vou falar de mim…

Eu sou um tanto dramática. Não sei se você já reparou nas minhas palestras ou nos pequenos trechos que posto delas nas minhas redes sociais, mas chega a ser engraçado. Mexo demais com as mãos, os braços, a cabeça, e a expressão do meu rosto – tudo porque quero enfatizar um problema. Pessoas como eu tendem a dramatizar tudo e, quando contam uma experiência, usam detalhes um tanto desnecessários, mas que fazem toda a diferença quando alguém quer mostrar na pele o que sentiram. Pois é, essa sou eu. Às vezes, esse traço tira gargalhadas do meu marido, da minha família e de minhas amigas, mas, às vezes, complica…

Complica porque, às vezes, a dramatização faz mal, pois, enquanto estou fazendo drama, estou deixando de olhar para o que interessa, perdendo tempo com o que não faz diferença. Outro mal é que, no fundo, isso é uma forma de chamar atenção, como se você tivesse que ser sempre o centro das atenções, e quando penso nisso, odeio esse traço – está aí algo que não faz meu estilo. Gosto de ficar no fundo, nos bastidores, na minha mesinha de escritório escrevendo, na minha rede lendo.

Ou seja, aquela personalidade que te faz conhecida pelos seus amigos nem sempre é a personalidade que te faz bem. Isso não quer dizer que temos que deixar de ser quem somos, mas entender que nem sempre devemos nos deixar ser quem sempre fomos.

Nunca me esqueço de quando subi o monte mais alto do Reino Unido juntamente com um grupo da igreja. Começamos a subida umas oito horas da manhã e só chegamos lá em cima umas três horas da tarde. Foi só orar alguns segundos e descer novamente, porque o sol ia se pôr e não queríamos descer no escuro. As vezes que eu caía na neve, a vontade era de ficar caída lá em cima, de tão cansada que eu estava, mas sempre vinha alguém para me animar e ajudar a levantar. Depois de horas descendo, não sentindo muito bem a perna, e o sol quase que fora de vista, olhei lá embaixo e vi as casinhas bem pequenininhas, dando a entender que ainda estávamos bem longe de chegar ao pé do monte. Caí em desespero e comecei a chorar. Dá muita vergonha ao lembrar desse episódio, pois além de ter sido um papelão diante do Renato e outros amigos que estavam ao nosso lado, revelou algo em mim que nunca tinha visto antes. De que adiantou ter subido o monte mais alto do Reino Unido, se ao descer, eu descia chorando?

Hoje, dez anos depois do ocorrido, vejo o quanto preciso mudar esse meu jeito, que até pouco tempo atrás achava fazer parte de mim. O drama só fortalece o que é ruim e enfraquece o que é bom. Fortaleceu o meu medo e enfraqueceu a minha coragem.

Quando olho para atrás, vejo o mesmo padrão a cada novo desafio que me aparece… quando começamos o curso Casamento Blindado no Texas, a Escola do Amor ao vivo na chegada ao Brasil, que depois deu continuidade na Record aos sábados, ao vivo também, as palestras ao vivo etc. O que para muita gente parecia ser um passeio no parque, para mim, na verdade, era dramatizado anteriormente e posteriormente também, a ponto de cansar a mente de tal maneira que não dava para usá-la para mais nada após cada um desses eventos. E olha, custou para eu me acostumar com esses desafios. Na Record, eu errava tanto, mas tanto, que um dia ouvi do meu marido: “Até quando você vai tratar esse programa como um fardo?”

A rainha do drama faz isso. Tudo se torna um fardo. E aí vem a pergunta, que tipo de oferta a Deus estarei sendo dessa forma?

“Esforça-te, e tem bom ânimo”
Josué 1:6

Não é à toa que Deus disse para Josué, tem bom ânimo, isso porque é possível que tenhamos um mau ânimo, o que para mim significa, o drama. Chega de drama. Todo desafio é para ser difícil e, portanto, uma conquista.

E você, já conseguiu mudar o lado ruim daquela personalidade tão conhecida em você?

Na fé.

Colaborou: Cristiane Cardoso

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