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Quantas experiências amargas todos nós já não vivemos por nos deixar seduzir pelo brilho da aparência e pelo som das palavras macias e envolventes de pessoas ao nosso redor?

Ao longo da vida, não foram poucos que reputávamos por amigo, bom vizinho, bom funcionário ou mesmo como um suposto ” bom partido” para um possível casamento. Mas, com o tempo, as verdadeiras intenções e caráter dessas pessoas foram reveladas. Às vezes, a dor provocada pelas mentiras, traições e falsidade foram tantas que enormes feridas se abriram na alma.

Só mesmo quem já experimentou os desertos da vida, por causa de relacionamentos dissimulados, sabe avaliar o peso dessas más escolhas.

Isso acontece porque o homem vê o que é externo e, por causa disso, suas conclusões na maioria das vezes são equivocadas.

Ver o coração é uma prerrogativa de Deus, e esse atributo Ele não dá a ninguém. Portanto, se não queremos ser enganados, temos que depender da onisciência do Seu Espírito para tomarmos decisões.

Em uma determinada ocasião, o Altíssimo mandou o profeta Samuel ir à casa de uma família de Israel para ungir um novo rei para a nação que Ele Próprio havia escolhido. Embora Samuel fosse um homem fiel e justo, ele era falível e sujeito a cometer enganos. Ao olhar para Eliabe, o filho mais velho de Jessé, ele achou que estava diante do escolhido. Belo porte, guerreiro, habilidoso com as palavras, porém, não tinha compromisso com os Preceitos Divinos (1Sm 16.7).

O único naquela casa que tinha um coração agradável a Deus, no meio dos sete irmãos, era Davi, o mais desprezado. O jovem Davi era desacreditado e esquecido pelo próprio pai, que honrava e estimava os outros filhos “bonitos e capazes” em detrimento do mais moço.

Se o Soberano não ‘interviesse’ naquela altura, um desastre teria acontecido futuramente na nação, pois o profeta faria subir ao trono o homem errado.

Admiro o fato de Samuel ter tido humildade para ver que estava sendo iludido pela fachada fantasiosa quando foi repreendido por Deus.

Por isso, obedeceu e seguiu diligentemente em busca do homem certo.

Veja que, como humanos, somos frágeis e incapazes de ver o íntimo e as intenções de alguém. Se agirmos mediante nossos olhos, iremos trazer para perto aqueles que nos farão sofrer e vamos rejeitar aqueles que Deus separou para nos ajudar.

Nossa inteligência, percepção e métodos de avaliação jamais serão precisos para conhecer e julgar as pessoas.

Necessitamos que o Espírito Santo nos conduza pela Mão, a fim de nos desviar de gente que é uma verdadeira armadilha e nos levar aos que possuem a beleza de um coração humilde e sincero.

Diante disso, sejamos cautelosos com nossas opiniões sobre os outros, pois podemos errar e sofrer terrivelmente ao negligenciar a Voz de Deus.

Você já se decepcionou por não ter ouvido um conselho do Céu?

Colaborou: Núbia Siqueira

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