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Entendemos que Jacó foi um dos personagens mais importantes da Bíblia, pois, dele, Deus formou a nação de Israel, homônimo do nome que lhe foi dado. Além disso, percebemos o valor de sua história para nós porque o Altíssimo reservou, só no livro de Gênesis, 25 capítulos para registrar cada detalhe de sua saga.

Falarei hoje do período em que Jacó passou junto a Labão nas terras de Harã. Esse tempo funcionou para o patriarca como uma escola preparatória para se tornar o herdeiro da Promessa Divina feita ao seu pai e avô.

Jacó havia enganado Isaque, que era idoso e cego, então o Todo-Poderoso permitiu que sua convivência diária fosse ao lado de um espertalhão, bem hábil, experiente na arte de ludibriar e enganar os outros. Além disso, ao contrário de Isaque, Labão tinha os olhos bem abertos.

Veja como Deus age. O enganador precisava provar as dores de ser enganado, ou seja, experimentar do seu próprio veneno. Por isso, nada melhor que Labão, um enganador-mor sendo usado como método de disciplina do Alto.

Ali, Jacó foi duramente explorado para poder se casar com Raquel, pois a proposta de seu pai era de sete anos de servidão para pagar o dote que o pretendente não tinha.

Mas Jacó a amava tanto que não viu aquele tempo como exagerado.

Porém, para a sua surpresa, a noite de núpcias tão sonhada foi vivida com a mulher que ele nunca havia desejado.

Vocês já conhecem a história, rs. Então, lá se vão mais sete anos de labor para quitar o dote de Raquel.

Creio que Jacó, na fadiga, poderia até sossegar seu coração um pouquinho ao pensar que a riqueza que ele estava contribuindo para Labão ter, por meio do seu trabalho, voltaria para ele. Falo isso porque, segundo o costume da época, parte do dote pago pelo noivo deveria retornar para a filha, para que ela tivesse uma segurança em caso de uma emergência. Mas nem isso Labão fez. Ele reteve egoisticamente tudo para ele (Gn 31.14-15).

Nesse período, mesmo servo de Labão, Jacó trabalhava para si e prosperava por causa da bênção de Deus. Porém, o sogro, ao ver aquilo, agia de forma trapaceira e mudava todos os contratos (verbais) que havia feito com o seu genro. Jacó chegou a dizer que por dez vezes seu salário foi mudado. Segundo os estudiosos, a palavra “dez” aqui, não significa exatamente dez vezes, mas uma infinidade de vezes. O vocábulo neste Texto expressa que o patriarca até perdeu a conta da quantidade de vezes que foi defraudado por Labão.

Todos os dias, Jacó deve ter se lembrado da maneira errada como agiu com o seu pai e o seu irmão. Ele, que em um dia semeou o engano em Berseba, foi colher na distante Padã Harã durante vinte anos. Na vida é assim mesmo, o pecado tem o poder de perseguir aquele que se deixou enredar por ele.

Nesta história, também podemos ver que Labão errava, e muito, mas Jacó falhava mais. O sogro não teve a criação do genro e as oportunidades de ter um pai fiel e temente a Deus para educá-lo nos princípios da fé. Enquanto que Jacó foi cercado de carinho e bom testemunho. Por isso, sua repreensão deveria ser à altura.

Veja que essa também é a razão de muitas das dores que passamos. Nem sempre nos atentamos às sementes ruins que plantamos e que inevitavelmente teremos que colher.

E, mesmo sendo repreendidos por Deus, não é sempre que nos quebrantamos logo paraEle, como deveríamos.

Talvez hoje, ao ler este texto, você esteja matriculado na “Escola de Harã” e tenha um professor tão ruim quanto Labão. Mas há um propósito nisso.

Você precisa conhecer o caráter reto do Altíssimo e se enxergar como pessoa. Este momento é para que você veja os seus erros e se arrependa deles.

E tenha paciência, porque se você entregou sua vida ao Senhor Jesus, o céu controla tudo. Aprenda as lições necessárias e você não ficará nem um dia a mais com Labão.

O Próprio Deus Se encarregou de dizer a Jacó para partir de Harã, e também impediu que Labão fizesse mal a ele.

Aguardo você para continuarmos juntos meditando sobre Jacó.

Colaborou: Núbia Siqueira

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