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TITITI – O que acham do movimento feminista?

Cristiane – A gente tira proveito dele. Posso estar aqui, fazendo o que faço por causa disso. Mas tem um lado que eu não aprecio. A ideia de dar à mulher a igualdade é muito boa. Só que agora o que a gente vê são elas perdendo sua essência. A mulher é mais emotiva, sensível, detalhista. O homem, mais racional, mais branco no preto. E isso é bom! Quando estou pensando em muitas coisas, desesperada, por exemplo, Renato me acalma. Mas, às vezes, ele não vê tudo o que eu vejo. Isso tem se perdido com esse movimento. Parece que foi um pouco radical, extremo. Não acho legal ser agressiva, inferiorizar o homem… Mas direitos iguais são certos e justos. A mulher trabalha tanto quanto o homem e tem que ter os mesmos direitos.

Renato – Historicamente a sociedade funciona como um pêndulo. Vivemos o extremo do machismo, do patriarcado… E isso gerou um oposto. Isso acontece em todas as áreas da sociedade. Quando se tem muito de uma coisa, você cria uma lacuna para outra coisa ser criada. Eventualmente, isso vai voltar para um equilíbrio.

 

Entrevista concedida à revista Tititi – parte 2.

 

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