Blog

João Batista tem suas credenciais como profeta descritas antes mesmo do seu nascimento. Ele nos é apresentado como um bebê, ainda no ventre materno, já cheio do Espírito Santo (Lc 1.15). Deus tinha um propósito sublime para ele: ser o precursor do Seu Filho. Ou seja, João iria preparar tudo para o ministério terreno do Senhor Jesus. Assim como acontecia no passado, quando as estradas eram abertas para as caravanas reais, o profeta prepararia os caminhos da alma de Israel, isto é, com a mensagem do arrependimento, ele endireitaria as veredas tortuosas do íntimo das pessoas, para que assim o grande Rei pudesse adentrar em seus corações.

Porém, mesmo sendo um escolhido, João precisou se submeter ao sacrifício para se tornar um instrumento Divino. Sua renúncia custou privilégios e direitos adquiridos, pois, como filho de sacerdote, sua posição confortável estava assegurada no Templo. Sua linhagem poderia conduzi-lo ao sumo sacerdócio da nação. Ademais, pela Lei Levítica, a classe sacerdotal tinha porção das ofertas de animais e alimentos dadas no Altar. Além disso, possuíam moradia, vestes especiais, segurança e respeito dos judeus e dos romanos.

Porém, nessa época, o serviço sagrado estava contaminado pela corrupção, hipocrisia e briga de egos. Para que João cumprisse seu chamado, precisou ter como residência fixa o deserto, para ficar bem longe dos religiosos. Com isso, suas vestes eram feitas de pelo de camelo, animal tido como imundo pelos judeus. Para prender aquela roupa grosseira e desconfortável, o profeta usava um cinto de couro artesanal. Sua aparência chocava a todos, mas era uma forma de denunciar o pecado e a falsidade vigente em seu tempo.

O cardápio de João também fugia do convencional, pois, no deserto, não possuía regalias. Ele se alimentava de gafanhotos, que pode significar os insetos comuns daquela região. Porém, o mais aceitável pelos estudiosos é que se tratava de vagens de alfarrobeira, uma planta comum na Judeia. Para completar a dieta, era um deleite encontrar mel em alguma cavidade de rochas ou árvores.

Alguns podem julgar João Batista como um homem rude e áspero nas suas palavras, assim como suas roupas, mas sua missão exigia isso dele. Abster-se da elegância, do conforto e da alta reputação entre os sacerdotes foi o preço que ele teve que pagar para cumprir sua tarefa.

Aprendemos com o seu testemunho que temos que suportar o peso da Vontade de Deus. Isso não significa ser um peso de amargura ou da tristeza, longe disso! Mas de responsabilidade e abnegação.

O estilo de vida deste profeta ensina que nossa conduta, bem como todas as nossas escolhas, provam o tamanho do compromisso que temos com o que cremos.

Impossível ser de Deus no meio de uma geração perdida e não ser diferente. Por isso, João Batista foi concebido, nasceu e viveu toda a sua vida de uma maneira singular.

Esteve pronto para morrer e nunca para se misturar com os corrompidos de sua época, e nem para desertar da sua fé!

Nos vemos na próxima semana! 🙂

 

 

Colaborou: Núbia Siqueira

Participe! Deixe seu comentário sobre este post