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Sim, mãe também é humana. E mesmo que a maioria de nós tenha complexo de super-heroína, às vezes se cansa, e o pior, se frustra.

Tem dia que parece que tudo que você ensinou, se dedicou, se esmerou em repetir repetidamente (não é erro de escrita não, é só para reforçar a ideia de “disco arranhado”), vai pelo ralo abaixo.

Compreenda: sempre esperamos, mesmo que inconscientemente, que os filhos respondam ao esforço que destinamos a eles – às noites mal dormidas, ao tempo dedicado, ao que renunciamos para que eles conquistassem – não precisamos de medalha de honra, ou que eles andem com uma camiseta escrita “eu amo minha mãe”, não precisamos de nada disso – somente que eles demonstrem com seu caráter, com sua atitude, que valeu a pena tudo o que fizemos.

E quem sabe, nesses dias cinzas em que você pensa que tudo foi em vão, comece a nascer dentro de você um sentimento amargo, chamado autopiedade. Sim, a princípio ele lhe anestesia, pois você tira os olhos do que a ofendeu, e a faz olhar para toda a sua imensa dedicação. Eu creio que foi assim que nasceram as famosas frases: “Ser mãe é padecer no paraíso” ou “Ser mãe é andar chorando em um sorriso” – e o pior é quando achamos que a chantagem sentimental, o jogar na cara, ainda que disfarçadamente, tudo que padecemos por eles, fará com que de repente eles se transformem em escoteiros exemplares, cheios de medalhinhas de bom comportamento. Erro grave!

Sempre que você abrir a porta do quarto deles, e não conseguir encontrar onde está a cama (oculta por uma montanha de roupas espalhadas por todo lado) ou que a nova moda seja se envergonhar quando você dá um beijo em público, quando parecer que um imenso muro surgiu entre vocês, e já nem reconhecer quem é essa pessoa que vive na sua casa, mesmo que as atitudes demonstrem o contrário, não duvide: esse é seu filho, e nada e ninguém jamais poderá mudar isso!

Palestra para Pais e Filhos todos os domingos às 18h no Templo de Salomão ou pelo univervideo.com.

Colaborou: Patricia Barboza

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  • Viviane

    Tenho dois filhos (um de 8 anos e outro de 1a2m), com o meu mais velho estou exatamente como a Patrícia descreveu… minhas energias, meus sonhos, minhas crenças estão minando… já não tenho mais o mesmo amor e estou arrependida pela escolha q fiz! Percebi q todos somos iguais… independente da criação… estou triste pq renunciei minha vida, e ao mesmo tempo, sei q se não tivesse passado por esta experiência sentiria culpa pelos comportamentos dele se tivesse deixado com outra pessoa/escola.

    Enfim, é um desabafo!!! Depois q tudo de bom desta experiência minar… se ele conseguir seguir um bom caminho… q bom p ele… mas em mim a semente do engano já está se enraizando… e é mta dor…cansaço e constatação da verdadeira illusão.

    Se alguém puder me dar um auxílio agradeço!!!

    vcosta2013@gmail.com

  • Nathy

    Eu pensando que estas coisas só aconteciam comigo.

  • Patricia

    A maioria aqui nem passa perto da experiência de ter um filho quase adulto, caminhando para os dezoito anos, que, após ter recebido toda a dedicação, orientações, amor, carinho, preocupação, simplesmente aos 11, 12 anos começa a mostrar tudo o contrário do que recebeu. Minha filha vai fazer dezoito anos tendo perdido a virgindade aos 15, largado a escola aos 16 e praticamente fazendo da minha casa uma pensão. Vira e mexe passa dias na casa do namorado vagabundo e maconheiro. Ela usa maconha e bebe. Ela fez um monte de piercing, tatuagens que a impedirão para sempre de ter um emprego decente numa empresa séria, não quer trabalhar, não cuida do própria asseio e ainda por cima diz que a culpa disso é toda minha. Demorou para eu acordar. Sofri, já entrei em depressão e cheguei a ficar doente. Tive crises e um surto psicótico, além de pensamentos suicidas. E ainda tem mãe besta que vem me dizendo que eu tenho que aguentar tudo, amar sem olhar para o mal e a destruição que ela está provocando na própria vida. Dizem: “ah, isso vai passar uma hora…”. Conheci mulheres de 30, 40 anos que vivem essa adolescência tardia até hoje. Eu vou ter que pagar e ficar uma velha de 70 ou 80 anos pra ver SE minha filha amadurece???

    Orientei como pude, fui aberta, amiga, franca. Nunca faltou nada a ela: companheirismo, amizade, amor, carinho, comida, apoio, médico, roupa, mimos, passeios, viagens, educação, livros, computador, celular… e a PAGA foi essa. Decepção e frustração. Não dá para continuar a amar e investir numa pessoa assim. Mesmo que seja filho. Até quando vai a adolescência? E ainda tem quem diga que ela é “só uma CRIANÇA”. Faça-me o favor. Por causa de mães assim esse mundo está cheio de adultos irresponsáveis, alguns até delinquentes. tem mãe que quanto mais coisa errada o filho ou filha faz, mais passa a mão na cabeça. Pra mim chega. Foi a gota dágua e eu saio disso tudo com a consciência limpa de que fiz tudo de bom. As gerações de agora são assim, o reflexo da mais pura INGRATIDÃO e DESRESPEITO. Um filho que não sabe respeitar uma mãe dedicada, jamais respeitará ninguém na vida. Quem for mãe agora se prepare, porque as chances de ter decepções terríveis são de quase 100%. E quem compactuar com sem vergonhice de filho birrento e adulto é comparsa do crime.

  • Fabiana Rodrigues

    Muito bacana, eu vejo que a principal missão de uma mãe é ensinar o seu filho a ser temente a Deus, e não criá-lo para si! Quando a pessoa tem temor, ela sabe o caminho que deve trilhar!

  • ERICA GONCALVES

    QUERO E PRECISO MUITO APRENDER A SER MÃE PARA DEPOIS ENSINAR AO MEU FILHO O CAMINHO DE DEUS.
    ÁS VEZES CHEGO MUITO CANSADA DO TRABALHO E NÃO TENHO MUITA PACIÊNCIA PARA DAR ATENÇÃO A ELE.MAS TENHO CERTEZA QUE COM ESSAS DICAS E COM A AJUDA DE DEUS VOU MUDAR.

  • Poliana

    Imagino que talvez seja inevitavel esse tipo de sentimento em uma mãe que idealiza para si um filho, filhos a principio são uma folha branca onde se cria a imagem que deseja; e ainda que as vezes não pareça ser a sua imagem projetada o importante é não deixar de agir e crer, para que em fim o filho se torne não a nossa imagem mas imagem de Deus.

  • Vitória Faria

    Boa tarde dona Patrícia, é muito bacana ter essa parte do blog destinado as mães, eu não sou mãe, mas estava refletindo se tenho demonstrado a minha mãe com meu caráter e minha atitudes, se tudo o que ela fe veleu a pena… Obrigada pelo tempo destinado a escrever nesse blog.

  • Lindsey

    ola estou adorando estes post.. minha filha tem um ano e quatro meses, acredito que tenho mto que aprender com a sra… adorei mesmoooo que ideia genial desse blog.
    Um beijo

  • Marina Belo

    Boa Tarde…
    Estes post´s no aqui no blog, tem sido uma benção para mim e creio que para milhares de mães, é ótimo poder receber uma orientação de uma mulher de Deus que tbm passou por o que mtas de nós MÃES passamos, ou estamos passando, foi uma benção de Deus e inpiração Dele colocar esta coluna no blog, já esta sendo uma benção na minha vida ….
    que Deus abençoe cada vez mais as sra´s, um abraço.

  • HELIA

    Eu sou mãe de uma galerinha muito agitada(Abraão de 12,Samuel de 10 e Esther de 7) Tem hora que acho que vou pirar,me sinto como se meu mundo fosse desaparecer,mais conto até 10,as fezes me acho uma mãe chata ou até msm a pior mãe…mais qnd olho para eles e vejo que eles dizem que me ama e que sou mãenzona esqueço td na hora rsrs mais foi muito legal esse post,acho legal compartilharmos nossos desafio s de ser mãe.

  • vanessa

    è bem assim mesmo tenho um menino d 7 anos e qdo levamos na escola damos um beijo ele morre de vergonha…….mas mesmo assim tem que me dar um bjo…

  • Raquel

    Gracias.

  • LUCY

    ESTOU AMANDO SEUS POST, DONA CRISTIANE E MUITO SABIA ERA ALGO QUE FAZIA FALTA NESTE BLOG…QUE AGORA ESTA COMPLETO…NOS MAMAES, NUNCA SABEMOS TUDO ESTE POST ESPECIALMENTE FALOU CONMIGO, ALGUMAS VEZES NOS SENTIMOS A PIOR MAE DO MUNDO PARECE QUE FAZEMOS Y FALAMOS TANTO E ELES NAO ESCUTAM…JOGAMOS NA CARA PARA VER SE PELO MENOS ELES TEM COMAPIXAO DE NOS.. MAS NAO ADIANTA…ESTAREI ESPERANDO O PROXIMO POST…BJS

  • Karen Moreira

    Estou amando esta parte para as maes….

  • Michela

    Muito bom, gostei ….

    Tenho que aprender a vencer essa frustração….Não tenho filhos ainda, mas cuido da minha irmã de 15 anitos, ela é a nossa caçula, mas tem hápitos que me deixam frustrada, por ser caçula eu erro muito em fazer as coisas que ela deveria fazer, isso porque não quero lhe obrigar a fazer nada, se faz fica com a cara amarada, mas isso me deixa triste porque tenho que ser eu a falar, a fazer as mesmas coisas.

    Peço ajuda para combater isso, não aguento mais, ja desisti de uma das minhas irmã, que por isso virou uma porquinha dentro de casa, não posso deixar que a outra fique assim tambem, ela ja esta no mesmo caminho…

    bj
    Que Deus abençoe a senhora e a sua família